
Novas informações foram divulgadas sobre a prisão realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Assú, na última terça-feira (23). O homem detido possuía um mandado de prisão relacionado a uma condenação definitiva pelo assassinato do próprio filho.
De acordo com informações divulgadas pelo Núcleo de Comunicação da PRF no Rio Grande do Norte, contra o acusado havia um mandado de prisão decorrente de condenação transitada em julgado. O documento foi expedido pela Vara Única da Comarca de Campo Grande/RN pelo crime previsto no artigo 121 do Código Penal Brasileiro, que trata do homicídio.
A equipe de Jornalismo da Rádio 89 FM e do portal Assú Todo Dia identificou tanto a vítima quanto o condenado. Segundo relatos de familiares, Paulo Jácome Júnior foi condenado pela morte de Marcos Leon Vieira, que tinha apenas 17 anos na época do crime, ocorrido em 2011.

Em entrevista, Rainara Vieira, prima da vítima, relatou que um dos maiores sonhos de Marcos Leon, carinhosamente chamado de “Marquinhos”, era comprovar a sua paternidade. Para alcançar esse objetivo, o adolescente trabalhou e economizou durante três meses para custear um exame de DNA, que confirmou que Paulo Jácome era seu pai biológico.
Ainda segundo Rainara, o sentimento de afeto que Marcos nutria pelo pai não era correspondido. Após receber o resultado positivo do exame, o jovem teria procurado Paulo Jácome em um estabelecimento comercial de sua propriedade, um espaço destinado à realização de eventos.
No local, conforme os relatos da família, ocorreu uma discussão que evoluiu para agressões físicas. Marcos Leon foi retirado por amigos e levado para casa. Em seguida, recebeu atendimento em uma unidade hospitalar de Assú e foi transferido para Mossoró devido à gravidade. No entanto, ele não resistiu e morreu antes de chegar ao destino.
Familiares afirmam que a causa da morte foi asfixia decorrente das agressões sofridas.
A prisão de Paulo Jácome foi recebida pela família da vítima como um importante desdobramento do caso e um reforço na confiança de que a Justiça, mesmo após anos, está sendo cumprida.
O espaço está à disposição de Paulo Jácome e/ou sua defesa caso queira se pronunciar.